03 de julho de 2021 - Fonte: G1 - Fotógrafo: Lucas Mello
Vitinho comemora seu oitavo gol na competição
Em semi aberta, dracenenses mostram eficiência, marcam 4 vezes e fazem valer fator casa

O Dracena está na final da Copa LPF! Em casa, no Ginásio Alaor Ferrari, os dracenenses golearam por 4 a 0 o São Paulo. Vitinho, Paulo Victor, Gugu e Juninho colocaram a equipe na grande decisão, assim como em 2017, quando o torneio se chamava Copa Paulista de Futsal.

Na verdade, a equipe toda levou o time à final. O Dracena se destacou no jogo coletivo, contou com mais uma boa atuação do goleiro Léo e mostrou eficiência nas conclusões. O São Paulo criou, talvez, o mesmo número de chances perigosas (ou até mais), mas como o placar mostra, falhou no arremate e se despediu do certame que marcou o retorno do Tricolor às competições após seis anos.

O adversário dracenense sai neste sábado (3). Barão e Taubaté se enfrentam em Ribeirão Preto, às 16h. Se os visitantes se classificarem, a final de quatro anos atrás será reeditada. Na oportunidade, o Dracena foi vice-campeão.

O representante da Cidade Milagre está em uma decisão pela segunda vez seguida. Em dezembro, ergueu a taça da Liga Paulista.

O jogo
O São Paulo começou ligado e quase abriu o placar em três cochiladas do Dracena, duas delas cara a cara e uma até com Léo batido. Na primeira, Gabriel Lima parou no arqueiro. Nas outras duas, Bolt não caprichou. Mandou para fora ao roubar de Oitomeia e, quando estava sozinho ao lado da trave, furou uma cobrança de lateral. Era só empurrar para o gol.

Após os sustos, os dracenenses acordaram. Rato mandou na trave a primeira grande chance dos donos da casa. Na sequência, Juninho parou no goleiro Greutto. O rebote caiu nos pés de Vitinho, que chutou, e a bola explodiu no último defensor. Houve um pedido de pênalti, por um possível toque na mão, mas a arbitragem mandou seguir.

Na segunda oportunidade que teve, o goleador da casa não perdoou. A 11 minutos do intervalo, Vitinho ficou cara a cara, e Greutto defendeu. O pivô foi mais rápido no rebote e rolou para o gol vazio. Foi o oitavo dele em oito jogos na competição.

A segunda metade do primeiro tempo foi mais truncada. As faltas começaram a aparecer à medida que as chances ficaram mais escassas. Uma grande oportunidade só voltou a dar as caras nos segundos finais. E que jogada! O fixo dracenense Paulo Victor saiu da própria defesa, deu uma meia-lua no marcador e chutou para fora na saída do arqueiro. A bola passou perto.

Assim como ocorreu com Vitinho, Paulo Victor teve uma segunda chance e repetiu o que fez o companheiro de time. Com menos de quatro minutos na segunda etapa, o fixo roubou a bola no ataque, levou para o pé esquerdo e fuzilou por baixo de Greutto. Ele anotou seu terceiro gol no certame.

Sem outra opção, o Tricolor foi para cima e passou a criar oportunidades em sequência, a exemplo do início da partida. O desfecho também se repetiu: gol perdido atrás de gol perdido. Cleiton mandou para fora, cara a cara, ao receber de Pula. Já em uma roubada de bola no ataque, Pula tentou duas vezes. Parou no carrinho salvador do defensor e, depois, em Léo. Segundos depois, de novo ele, Pula, apareceu livre por trás dos marcadores e não pegou em cheio.

O Dracena apostava nos contra-ataques a aparecia na frente entre uma escapada e outra. Mas as principais chances seguiram nos pés são-paulinos. Rafão, em um chute de longe, mandou pelo lado da meta de Léo. Passou pertinho. Minutos depois, o primeiro gol dos visitantes passou mais perto ainda de sair. João, quase sem ângulo, no canto da quadra, chutou na trave.

Os dracenenses mostraram mais uma vez ao adversário que chances criadas não significam nada se não forem convertidas. A nove do fim, Gugu fez o terceiro – e o seu quinto na Copa LPF. Recebeu pivô de Rato, levou para o pé esquerdo e chutou de meia distância, no canto.

Tinha espaço para mais. Com o goleiro-linha em quadra, Juninho chutou da própria defesa. A bola encontrou o gol vazio a três minutos do fim. Foi o sétimo dele no torneio. Antes disso, Rato colocou uma na trave, e Léo fez bela defesa em chute de longe de Rafão.

Falando em Léo, que noite do arqueiro dracenense! Ele voltou a salvar em finalização de Pula, de bem pertinho. A noite era mesmo do representante do interior, como mostrou a última chance do confronto. O quinto gol quase saiu, após novo chute da própria defesa, diante do gol vazio, e a bola caprichosamente acertando o travessão.

G1