12 de setembro de 2020 - Fonte: Croeste - Fotógrafo: SAP
Presas trabalham na confecção de máscaras na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista
A cada três dias trabalhados, um dia de pena é descontado. Já a remuneração é de três quartos do salário mínimo, o equivalente a quase R$ 800.

Em pouco mais de cinco meses, a produção de máscaras de proteção facial na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista atingiu o total de 304.700 peças durante a pandemia da Covid-19.

No período entre os dias 1º de abril e 9 de setembro, foram confeccionadas no presídio 260.500 unidades de máscaras de proteção descartável manual de TNT e 44.200 peças de máscaras de proteção de malha branca, de acordo com dados fornecidos ao G1 pela Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP).

A SAP informou ao G1 que a produção de máscaras na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista começou em 1º de abril, “com as devidas adequações na oficina de costura e seguindo todas as normas para a confecção” dos itens de proteção facial.

É a única unidade prisional da região de Presidente Prudente que conta com este tipo de trabalho.

Atualmente, 15 presas trabalham na oficina e ainda não há tempo determinado para o término da confecção das máscaras.

De acordo com a SAP, o trabalho contribui para a recuperação social das presas, dando-lhes melhores condições de vida no retorno à sociedade por meio da profissionalização no ofício de costura, além de possibilitar-lhes remição das penas a que foram condenadas pela Justiça e ainda remuneração.

A remição acontece da seguinte forma: a cada três dias trabalhados, um dia de pena é descontado. Já a remuneração é de três quartos do salário mínimo, o equivalente a quase R$ 800.

“O trabalho ainda faz com que as reeducandas se sintam valorizadas, capazes de reconstruir suas vidas, elevando a autoestima e criando uma rotina diária”, salientou a SAP ao G1.

As máscaras produzidas na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista são comercializadas pela Fundação "Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel" (Funap) e já foram destinadas aos seguintes órgãos:

Penitenciária Feminina de Tupi Paulista – 5.266;
Coordenadoria de Saúde do Sistema Penitenciário – 9.000;
Centro Integrado de Apoio Financeiro (Ciaf) da Polícia Militar do Estado de São Paulo – 24.000;
Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste do Estado de São Paulo (Croeste) – 30.000;
Penitenciária "Maurício Henrique Guimarães Pereira" (P2) de Presidente Venceslau – 3.300;
Penitenciária de Flórida Paulista – 6.300;
Penitenciária "Tacyan Menezes de Lucena" de Martinópolis – 6.000;
Centro de Detenção Provisória (CDP) "Tácio Aparecido Santana" de Caiuá – 2.300;
Penitenciária "ASP Adriano Aparecido de Pieri" de Dracena – 5.600;
Penitenciária de Lucélia – 8.400; e
Delegacia Seccional de Polícia de Presidente Prudente – 15.000.

Croeste