09 de dezembro de 2015 - Fonte: Nelson Sheep - Fotógrafo: Divulgação

Sabe aquela pessoa que só sabe criticar, que reclama de tudo, que não se agrada com nada, que é pessimista ao extremo e acha que tudo vai dar errado o tempo todo para sempre? Saiba que esse comportamento de mau humor excessivo ou até mesmo de falta de educação pode ser sinal de uma doença chamada distimia.

A patologia é um transtorno psicológico que interfere diretamente na qualidade de vida de seus portadores e das pessoas que convivem com eles. Pode prejudicar as relações afetivas, sociais e profissionais, causando até mesmo complicações mais sérias na saúde emocional e intelectual dos pacientes, necessitando de tratamento.

O que é distimia

Distimia é uma palavra de origem grega que significa “mau humor”. Antigamente, era usada para caracterizar pessoas mal-humoradas, irritadas e de personalidade complicada. Hoje em dia, o termo serve para designar um subtipo da depressão.

As causas do problema não são bem definidas, mas se acredita que haja pré-disposição genética, pois muitos familiares dos distímicos possuem histórico de depressão. Em alguns casos, inclusive, é difícil até mesmo para os médicos diferenciar uma doença da outra.

Outros sintomas da distimia são a falta de vontade de agir, a irritabilidade, o mau humor e achar que nada está bom nem é original, não merecendo atenção.

Desde a infância ou adolescência, os distímicos são considerados pessoas desagradáveis e dedifícil relacionamento. Na vida adulta, o transtorno se caracteriza pela falta de produtividade ou criatividade no trabalho. Os colegas veem a pessoa como irritada, de cara amarrada, resmungona, egocêntrica e pouco sociável.

Como tratar a doença

Muitas vezes, é difícil saber se o comportamento é uma característica da personalidade da pessoa ou se ela apresenta um transtorno de personalidade, como a distimia, por exemplo. Em geral, um comportamento mal-humorado ou irritado é apenas um estado de adaptação a uma realidade específica.

Outras pessoas, porém, possuem traços de personalidade que fogem do comportamento considerado normal. São aquelas com aspectos detectados desde a infância ou adolescência, que trazem complicações durante sua vida inteira.

O indivíduo com transtorno de personalidade, mesmo mudando de ambiente ou se deparando com uma situação extrema, é incapaz de adaptar-se a novas situações, pois não consegue agir de outra forma e controlar a sua natureza. É nessa falta de controle e no início precoce do problema que é possível fazer o diagnóstico correto de uma personalidade anormal.

O tratamento da distimia também é bem parecido com o da depressão, utilizando medicamentos. Além disso, a psicoterapia é fundamental, pois os antidepressivos corrigem o distúrbio biológico, mas os relacionamentos que os distímicos estabeleceram ao longo da vida estão marcados pela imagem do sujeito irritado e que reclama de tudo.

Para mudar isso, os pacientes são encaminhados à terapia para aprender novas possibilidades de estabelecer relações. Após dois ou três meses de tratamento, já é possível perceber mudanças surpreendentes, pois os pacientes se sentem mais leves e tranquilos.

Como a doença é degenerativa e pode comprometer a capacidade intelectual do indivíduo, a manutenção do tratamento dever ser ininterrupta. Com o passar do tempo, as doses podem ser diminuídas, mas tudo depende de cada pessoa e da avaliação do médico responsável pelo caso.

Nelson Sheep