09 de dezembro de 2015 - Fonte: Minha Vida - Fotógrafo: Divulgação

Entenda de uma vez por todas que a água tem um papel regulador de muitas funções de nosso organismo, que vai desde o controle da temperatura até o bom funcionamento do sistema circulatório.

Nosso corpo é feito de água! Nosso organismo é essencialmente um amontoado de células repletas de água e que mantêm comunicação entre si (por meio do sangue) e com o exterior.


Por conta disso, a quantidade de água que temos no nosso organismo influencia diretamente no seu bom funcionamento. E é importante lembrar que em diferentes momentos perdemos líquido, por exemplo, através da respiração, eliminação da urina e do suor, que impede que nosso corpo atinja temperaturas elevadas e possa seguir com o melhor de sua eficiência em condições estáveis.

Se há água em abundância para repor as perdas, não há problema. “Mas, se faltar água, todo o corpo começa a se adaptar para minimizar as perdas. É aí que está o problema: temos um quadro de desidratação. Desprovido de água, o corpo passa reduzir ou cortar o pleno funcionamento de algumas atividades, gerando alguns sintomas que podem servir de alerta.

Se liga nos principais sinais de desidratação e saiba quando seu corpo está precisando ingerir mais água:

Vontade de doces e carboidratos
Quando você está desidratado, pode ser difícil para alguns nutrientes e órgãos funcionar corretamente. Um desses órgãos é o fígado, que precisa de água para liberar glicogênios e outros componentes responsáveis por fornecer energia ao seu corpo. A principal fonte de energia é a glicose, obtida por meio da alimentação – por isso, um organismo desidratado pode acreditar que está precisando ingerir mais comida, quando na verdade a energia fornecida pelos alimentos não está conseguindo ser transportada para as células.

O resultado disso é a fome, especialmente por alimentos doces e carboidratos, que são grandes fontes de glicose. Entretanto, a ingestão desses alimentos pode não aplacar o desejo, já que o problema é a falta de água. Pense se você realmente precisa ingerir um alimento e analise outros sintomas que podem estar acontecendo – o conjunto de sinais pode indicar a falta de água.

Boca seca e poucas lágrimas ao chorar
O ressecamento da boca pode ser o primeiro sinal de que seu organismo está precisando de água, seguido de olhos mais secos e pouca produção de lágrimas.

Prisão de ventre
O trânsito intestinal funciona plenamente quando há um equilíbrio entre o consumo de fibras e de água. O líquido se mistura às fibras e fazem as fezes ficarem mais volumosas e pastosas, impedindo o ressecamento. Ingerindo quantidade adequadas de água, o efeito das fibras sobre o movimento intestinal se torna mais eficaz. Desta forma, se uma pessoa está com prisão de ventre, a primeira suspeita deve ser a baixa ingestão de fibras ou de água. Se o consumo de fibras está adequado, pode ser um sinal de que ingestão de água está abaixo do adequado.

Alterações na urina
Urina escura, muitas vezes, indica baixo consumo de água, principalmente em épocas mais quentes, quando a transpiração aumenta e há mais perda de líquido no suor e menos na urina. Isso faz com que a urina fique mais concentrada, ou seja, com menos água. Este baixo consumo aumenta o risco da formação de pedras nos rins e outros problemas urológicos associados.

Queda da pressão arterial
Pudesse o organismo interromper toda a perda de água, ele o faria, mas como a perdemos através da respiração, pele e suor, um mínimo de perdas é sempre inevitável. Então, continuando a perder água, entramos na área da desidratação crítica e patológica.

A água tem grande influencia no controle da pressão, já que a sua presença determina a densidade do sangue. Na falta crítica de água, o volume sanguíneo começa a entrar em crise e não há mais água suficiente para diluir metabolitos, como o açúcar, a ureia e o sódio. Também pode haver volume insuficiente para preencher adequadamente todo o leito arteriovenoso, então a pressão cai. Por conta disso, é comum sentir cansaço, indisposição, tontura ou dores de cabeça.

Pele seca
Após reduzir a oferta de água para saliva, lágrimas e urina, o corpo precisa optar onde alocar o volume de água remanescente para conseguir manter o sangue fluindo. Então, primeiro, a água de nossos tecidos é captada para dentro das veias, de forma a manter um volume adequado e também manter o corpo funcionando. Neste momento, a pessoa adquire aquele aspecto desidratado, no qual a pele fica desprovida de elasticidade, além de ficar pálida, com olhos aprofundados e secos.

Câimbras
Com a quantidade de água reduzindo cada vez mais, os leitos venosos menos importantes – periféricos, como braços e pernas – são fechados. Rins, cérebro, fígado e outros órgãos vitais são privilegiados, e com isso as câimbras começam a se manifestar. Com menos sangue oxigenado chegando a essas áreas, os músculos não trabalham em plenas condições, gerando as câimbras. A queda da pressão arterial também favorece os desequilíbrios metabólicos que levam ao aparecimento do sintoma.

Fonte: Minha Vida