28 de outubro de 2016 - Fonte: Walter Roque Gonçalves - Fotógrafo: Divulgação

O horário de verão não tem nada de novo, é mais antigo do que muitos imaginam, mas todos os anos sentimos no corpo a mudança como se fosse a primeira vez. Desde 1784 quando Benjamim Franklin defendeu a mudança de horário para economizar velas e querosene a população discute os benefícios e malefícios desta prática.

Afinal o horário de verão é bom ou ruim?! A sociedade se divide entre aqueles que apoiam e aqueles que criticam o horário de verão! Para constatar este fato, não é preciso ir muito longe, basta observar as mensagens nas redes sociais: “Acho o horário um horror”, “Odeio horário de verão”, “Vou ter que acordar mais cedo ainda :| ”, e assim por diante.

Os benefícios desta mudança são claros. No ano passado, por exemplo, a economia foi de 4,5 % no horário de pico, o que equivale a cerca de 160 milhões de reais. Para este ano estima-se que, além da redução dos riscos de apagões, a economia para os cofres públicos possa chegar a 147,5 milhões de reais.

No flanco contra o horário de verão, existem pesquisas que relacionam a mudança de horário e a desordem do relógio biológico ao mal-estar, a dificuldade de dormir, a sonolência diária, a alteração de humor, a dor de cabeça, ao estresse e até, segundo o American Journal of Cardiology, ao aumento de 25% dos infartos nos EUA.

Conforme a publicação no site temponavida.com, este desconforto e insatisfação está comprovado por "estudo feito no Brasil (...) que revelou que cerca de 50% das pessoas queixam-se da qualidade de sono após a implantação". Outros correlacionam estes fatos com a queda de produtividade nas empresas.

Há até uma petição pública disponível no site peticaopublica.com.br coletando assinaturas. Conforme informações disponíveis no próprio site os motivos para o pleito são: “As bruscas alterações de horário ocasionam distúrbios orgânicos traduzidos pela ocorrência de fadiga, dores de cabeça, confusão de raciocínio, irritabilidade, constipação e queda da imunidade. ”

Por outro lado, os defensores da permanência do horário de verão observam que os apagões gerariam mais prejuízos para a sociedade do que o desconforto e a queda de produtividade causado pela desordem temporária do relógio biológico, principalmente pelo fato de estudos comprovarem que basta alguns dias para as pessoas se adaptarem.

O fisiologista Ivan Piçarro, 63 anos, diz que "A mudança de horário de verão traz pouco efeito para o corpo e não causa nenhum prejuízo à saúde." Em outras palavras, se você festar no domingo e precisar acordar mais cedo no outro dia, naturalmente terá desordem no relógio biológico, contudo em poucos dias o ritmo volta ao normal. A natureza é resiliente e sábia.

Conforme o neurologista Renan Barros Domingues, membro da Academia Brasileira de Neurologia, independente se você é contra ou a favor do horário de verão, é possível adaptar-se ao novo horário, para isso: “Deixe que a transição ocorra de forma gradual, evite tomar café após às 15 horas (...) desligue os eletrônicos 2 horas antes de dormir e ouça música tranquila ao se deitar. ”


* Walter Roque Gonçalves é consultor de empresas, CRA: 6-003457, professor executivo/colunista da FGV/ABS (FGV/América Business School) de Presidente Prudente. Contato e artigos anteriores: fb.com/jkconsultoriaempresarial

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Walter Roque Gonçalves
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Consultor de Empresas / Prof. Executivo FGV