08 de junho de 2016 - Fonte: Walter Roque Gonçalves - Fotógrafo: Ilustrativa

Tenho acompanhado diversos noticiários sobre o estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro. O fato gerou comoção nacional, pois se tornou um símbolo da violência que as mulheres sofrem há décadas. Por outro lado, há dezenas de vídeos e textos afirmando que o estupro é uma farsa, pois a jovem tinha por hábito participar de orgias voluntariamente.

Definitivamente não é este o caso, as imagens contidas no celular de um dos acusados, Raí de Souza, comprovam o estupro. O fato foi relatado no site da revista VEJA: “em determinado momento, a menina, inconsciente, chegou a implorar que parassem. Mas, em seguida, foi humilhada por um dos criminosos com xingamentos”.

O estupro se configura pelo ato forçado, pela falta de consentimento da mulher. Até mesmo o marido que força a relação com a própria esposa, incorre no crime de estupro, o que dizer então do ato praticado de forma não consensual, por mais de 30 homens?!

Precisamos de punição exemplar aos criminosos. Este será mais um passo na conquista da equidade dos direitos da mulher. Direitos estes que vem sendo conquistados, não somente no âmbito da sexualidade, mas principalmente no mercado de trabalho.

As marcas do preconceito e violência parecem ter fortalecido a genética das mulheres, deixando-as mais preparadas, evoluídas e mais fortes.

Imagine uma menina que convive com seus irmãos. Ela aprende desde cedo a compensar a habitual falta de força física com o exercício da observação, diálogo e conciliação. A competição pela atenção dos pais é conquistada com habilidades de negociação. A menina cresce e leva para o mercado de trabalho, habilidades importantes para concorrer a cargos de chefia.

Não é a toa que a recente pesquisa do Peterson Institute for International Economics concluiu que mulheres em cargos de liderança geram mais lucro. O estudo recomenda a igualdade de gênero como estratégia de competitividade e lucratividade na corporação.

Portanto, para os homens cuja “ficha ainda não caiu”, passou da hora de entender que é preciso deixar o que resta do machismo de lado. Afinal, as mulheres se superaram, cresceram e evoluíram. É hora de fazer o mesmo.

* Walter Roque Gonçalves é consultor de empresas, CRA: 6-003457, professor executivo/colunista da FGV/ABS (FGV/América Business School) de Presidente Prudente. 

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Walter Roque Gonçalves
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Consultor de Empresas / Prof. Executivo FGV