20 de julho de 2016 - Fonte: Walter Roque Gonçalves - Fotógrafo: Ilustrativa

Os desafios próprios da atividade empreendedora, somados aos agravantes políticos e econômicos do momento, ampliam os riscos defrontados pelas organizações. Neste duelo, terão mais chances de sobrevivência e crescimento, organizações enxutas, focadas em soluções, na eficiência interna, redução de custos e no alinhamento com necessidades e desejos dos clientes. Contudo, ainda existem muitas organizações se autossabotando!

Entre as autossabotagens, estão os instintos mais primitivos de sobrevivência e pressão social. A neurociência diz que este tipo de instinto explica em parte, o porquê de compras por impulso. Especialmente aquelas baseadas no consumo do grupo social de referência. Muitos se endividam para sentir-se parte daquele grupo.

Os especialistas dizem que não se deve culpar-se por se sentir desta forma, isto é algo natural, herdado da nossa evolução. Nos primórdios, não ser aceito, poderia levar à morte por predadores ou mesmo pela falta de alimentos.

O mesmo impulso que leva a compra daquele sapato que logo ficará sem uso, pode gerar compras desnecessárias na empresa. Custos que poderiam ser evitados. Por isso, os especialistas sugerem que se invista numa noite de sono antes de uma decisão importante de compra. Na grande maioria dos casos, percebe-se que a compra pode ser adiada ou que há outros investimentos que demandam mais prioridade.

Uma outra influência que gera autossabotagem empresarial é o comportamento da liderança. A postura dos líderes são balizadores e moldam as atitudes dos colaboradores dentro da empresa. Por isso, ser o exemplo daquilo que se espera dos funcionários é um caminho sólido para evitar a autossabotagem. Os exemplos ajudam a interiorizar regras com mais propriedade do que aquelas que estão escritas em manuais ou impostas em reuniões.

Muitos prejuízos financeiros, retrabalho, falhas de comunicação e mau atendimento aos clientes são causadas simplesmente por falta de unidade da equipe. E esta é conquistada com disciplina, regras claras, monitoramento e principalmente com coerência entre aquilo que se pede e o que os dirigentes fazem.

O autoconhecimento nos permite identificar a fonte de impulsos que parecem desafiar a razão e o bom senso. Por isso, é preciso lutar contra a autossabotagem na busca de organizações enxutas, focadas em soluções e no alinhamento com necessidades e desejos de clientes.

* Walter Roque Gonçalves é consultor de empresas, CRA: 6-003457, professor executivo/colunista da FGV/ABS (FGV/América Business School) de Presidente Prudente. Contato e artigos anteriores: fb.com/jkconsultoriaempresarial

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Walter Roque Gonçalves
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Consultor de Empresas / Prof. Executivo FGV