23 de setembro de 2015 - Fonte: BuzzFeed - Fotógrafo: Divulgação

Jogar futebol na rua é formador de caráter.

1. Se houvesse mais de uma pessoa e uma bola, já era possível começar um futebol na rua.

2. E bastava apenas dois, para que os demais começassem a surgir.

3. A qualidade da bola não era tão importante. Às vezes existia uma bola ótima com alguém na rua e quando isso não acontecia, podia ser de meia mesmo.

4. Em geral eram bolas compradas na feira ou no mercado.

5. O dono da bola era sempre um dos dois que escolhiam o time.

6. Em geral, sempre tinham dois ou três jogadores que todo mundo queria no time e eram escolhidos primeiros.

7. Era possível escolher os times também jogando “dedos iguais.”

8. Se por algum motivo os bons caíssem no mesmo time, todos concordavam em equilibrar os times trocando eles de lugar com outros jogadores.

9. E quem não era tão bom assim ia sempre ficando para o final.

10. Quem era muito ruim ia para o gol.

11. Jogar descalço era um acordo de cavalheiros se um dos jogadores não estivesse calçado, os demais também não ficariam para não machucar.

12. O que levava muita gente a esfolar os dedos em topadas ou no chão.

13. Ou quebrou algum osso e exibiu com orgulho a sua lesão.

14. Por falar em acordo de cavalheiros: quem chutava a bola longe ou na casa de algum vizinho, automaticamente era quem ia buscar e pedir desculpas.

15. Invariavelmente a bola iria cair no quintal da vizinha mais brava da rua.

16. Isso quando não quebrava uma vidraça. E quem quebrava, pagava.

17. O jogo terminava se a bola caísse num quintal com cachorro e a bola fosse estraçalhada.

18. Ou quando a mãe do dono da bola mandava ele entrar pra casa.

19. Ou quando escurecia o bastante para não se enxergar o campo de jogo por completo.

20. A divisão clássica dos times era time com camisa e time sem camisa.

21. O time sem camisa sempre começava o jogo.

22. Chinelo era usado como luva e trave, depende da situação.

23. O portão da rua que fosse maior e mais retangular também serviria como gol.

24. Se fosse de ferro e fizesse barulho na hora que a bola batia, melhor ainda.

25. A altura do gol também era tema de controversa: chinelo, pedras, tijolos ou cones, sempre dava confusão se a bola fosse acima do limite do objeto.

26. Não existe lateral no jogo de rua. Se bater na calçada ou num muro, segue o jogo.

27. As faltas eram marcadas por quem estava no jogo.

28. E só eram marcadas se fossem faltas mesmo. No jogo de rua não há espaço para simulação.

29. Se saía um pênalti, era normal que um goleiro melhor entrasse no lugar do que o goleiro que estava defendendo no momento.

30. Não era permitido “dedão” no pênalti.

31. O jogo só parava nas faltas ou para esperar um carro passar.

32. Ou quando a bola ia parar embaixo dos carros.

33. O clássico ‘rua de cima x rua de baixo’ valia tanto quanto uma final de Libertadores.

34. Ou mesmo os jogos que valiam um guaraná pago pelo time derrotado no barzinho do bairro.

35. A regra do vira 5 e acaba 10 substituía a necessidade de cronometrar um tempo para o jogo. Ganha quem fizer os gols primeiro.

36. Se houvesse mais gente esperando, aplica-se a regra do 5 minutos ou 2 gols.

37. Todo mundo que jogava gostava de encarnar seu jogador favorito… “Eu sou o Romário”.

38. Existem ao menos 10 variações de jogos que podem ser feitos na rua, de acordo com o número de jogadores: bobinho, rebatida, linha, três dentro e três fora são alguns dos tipos.

Fonte: BuzzFeed